28 de janeiro de 2007

Para nao esquecer

Auschwitz…62 anos depois da libertação.

A este ainda não fui, mas já passei pelo de Dachau e ouvi o silencio da agonia. Passei também pelo anexo de Anne e imaginei a vida condenada daqueles que ali (sobre)viviam.

Para lembrar...Para não esquecer...Para não voltar a repetir.

Auschwitz

Em memória do genocídio

Fotos, texto e locução de Luís Ramos

Á procura de casa…

Um desafio e pêras …saber por onde ando, procurar a rua certa e chegar mesmo ah porta que se quer, sem me perder, é uma grande aventura....o meu GPS não é grande coisa! Os meus paizinhos apostaram mais na beleza, não se nota???! Ah não...?ooops :)

Mas o que interessa é que tenho conseguido chegar aos destinos e isto de visitar casas não é assim o meu hobby favorito, mas não há outra alternativa. Amanhã começo novamente as visitas. Torçam por mim, para que não tenha de fazer muitas mais.

Eu também não peço muito, mas é ponto assente que tem de ter ligação a Internet ou possibilidade de colocar uma. Cada vez consigo menos viver sem a porcaria do computador. Tecnologicamente dependente...talvez!

Outro aspecto que contrbui para a pressa prende-se com o facto de não poder ver mais jacked-potatoes pela frente. Haja paciência!!!! Estes British comem isto a toda a hora...

Também não me estou a ver a cozinhar todos dias, mas qualquer coisa se há-de arranjar.

Obrigada a todos os que atenciosamente me mandaram fotos de comidinha portuguesa. São muito atenciosos. Uns queridos! E sim...quase que senti o cheirinho... LOL

Em Fevereiro quero uma ementa especial, pode ser?!

Mas nem tudo é mau! As bolachinhas Millies são mesmo boas e os muffins devem escorregar bem.

Tenham uma boa semana! ;)

22 de janeiro de 2007

Cheguei.

Não choveu assim tanto e o frio não convenceu.

Experimentei um dos muitos pubs da zona e voltei a saber o que é estar sem net um fim-de-semana (quase) inteiro.

Instalei-me, ainda que provisoriamente e cá estou eu em Manchester.
Estou bem...estou tranquila (dentro do possível), ainda que melancólica.

O nervosismo de vez em vez apodera-se de mim, como se houvesse borboletas no estômago, mas não Mg, não é por causa dos giraços que por aqui andam - ainda não encontrei assim tantos, diga-se de passagem (!!!), mas sim pelo nervosismo de voltar a começar.

A comidinha é a porcaria do costume. Hoje estreei-me na jacked potato…que é como quem diz uma batata assada com queijo, que até não estava nada má, mas que me empanturrou. Amanhã já levo eu o meu próprio farnel, pois temos cozinha e uma área para tomar as refeições, embora seja bastante chique aqui por estes lados comer à secretária, para poupar uns minutos à saída…quererá isto dizer que terei de aspirar o teclado muitas vezes????

Do pessoal já conheci o Fei, um chinês que volta à China em breve, e que, como o nome indica, não é nada de especial, mas de simpático que é até se torna bonito! É isso que a malta quer.

Conheci também o Peter que é 3 vezes mais desordenado que eu e fiquei assim logo a saber que se gosta de ver o tampo à mesa e que não se aprecia lá muito a (de)organização que anda por ali naquela secretária. Lá terei de me disciplinar e ter tudo shipshape!

Amanhã conheço mais gente. Depois logo traço aqui o retrato.

Hoje fui comprar uns tennis novos que os outros chegaram cá esburacados, ainda estou para saber como! Como por aqui ainda andam em saldos aproveitei. Cheguei à loja e depois de muito procurar, pois não queria fazer aquela figurinha de vê-se-logo-que-não-é-de-cá, tive de perguntar a um dos empregados se havia calçado para pé-delicado-de-princesa que é o meu, ao qual me respondeu apontando para a secção de criança! Não me atrapalhei e acabei por adquirir calçado ainda mais em conta. Ora no poupar é que está o ganho!! Assim, já posso começar as minhas corridinhas, que agora passarão para a tarde dentro do ginásio, devido à chuva. Já me informei e por ser do staff só pago 70 libras para usufruir da piscina e do ginásio, entre Fev. e Set.. Também há Yoga uma vez por semana e cobram 2 libras por sessão. Estou a pensar em ir também. Agora só faltava mesmo era haver dança para ver se levantava o pé do chão!

E por agora não há mais notícias, a não ser que estou cheia de saudades, mas isso já não é novidade.

18 de janeiro de 2007

Saio de casa sem rumo certo...

Chego à praia e fico a admirar o reflexo do sol que bate na água brilhante. O dia está quente; convida a ficar. Sento-me no calçadão e deixo-me ir com o mar. Escuto o bater calmo das ondas, ao qual se mistura o som de outras vozes, de um sotaque a que já me desabituei, talvez porque já não me oiço assim.

Sorrio e permaneço ali um pouco, tão só porque aquele lugar também já foi parte de mim. E enquanto o sol continuar a brilhar, eu vou tentar aproveitar o seu calor...

17 de janeiro de 2007

De mala feita...

Hoje estou…não propriamente triste, mas melancólica. Uma sensação que me penetra a alma e aprofunda este sentimento de nostalgia em relação ao que deixo em Lisboa e ao que será o futuro em Manchester. Ao fim e ao cabo, é aquela Sehnsucht de Novalis – saudade da realidade passada e ansiedade daquela que há-de vir – que me invade e transforma o estado de espírito destes últimos momentos aqui sozinha, em reflexão comigo mesma.

Saí de casa ao 18. Foi tão mais fácil, ou pelo menos assim me parece agora, na distância dos anos. Era uma aventura, até porque, na altura, tentei não pensar muito naquilo e limitei-me a fazer a mala e a deixar-me conduzir até à Capital. Ia à procura de um sonho. Um sonho ainda pouco claro, para completar ao sabor do tempo. E fui. Deixei-me ir, até porque a vontade de aprender era grande.
Lembro-me de chegar ao apartamento e olhar para a mala. Ali estava resumida a minha existência. Uma mala e eu. Um começo. Sem mais, deixei as lágrimas escorrem-me pelo rosto, para logo me recompor. Senti-me melhor, com forças para o recomeço de mais uma etapa. É que no choro limpo realmente a alma.
Nos quatro anos que se seguiram alguns sonhos foram realizados e outros idealizados.

Segui para a Alemanha em busca de outros. Desta vez não chorei, talvez porque sabia que voltava; talvez porque, lá bem no fundo, sabia que passados os anos de Universidade nada seria o mesmo de qualquer forma. Fui e voltei, com um sorriso nos lábios. Concretizei objectivos, trouxe sonhos novos.

Regressei a Lisboa. Era para ficar até ver…e fui vendo, aprendendo, conhecendo. Nos altos e baixos da vida, fiz amizades, adquiri conhecimentos, desenvolvi competências e pensei em permanecer neste percurso por mais algum tempo. Desta vez queria demorar-me. Passaram quatro anos e muita água rolou debaixo desta ponte. Muitos sonhos foram aí sonhados, muitas experiências realizadas.

Agora estou novamente de partida. É uma aventura. Não quero pensar muito nisso. Gostava de me limitar a fazer a mala e a deixar-me ir, mas hoje está particularmente difícil de o fazer, pelo menos com essa simplicidade…

Agora é novamente tempo de mudança. Há um novo caminho a percorrer. Vou ainda em passo miudinho, na descoberta do que me espera . Sigo em frente. Prefero não olhar para trás. As lágrimas de certo voltarão a aparecer, mas sei que neste caminho da vida voltarei a encontrar quem realmente interessa e então celebraremos o presente tal como brindaremos o futuro com outras aventuras. Do passado ficam momentos inesquecíveis que para sempre permanecerão na minha memória.

Vamos em frente!

14 de janeiro de 2007

Obrigada mesmo!

A surpresa de ontem tocou-me bem cá dentro.

A única coisa que vos consigo dizer neste momento é isto:


Obrigada pelas horas maravilhosas!

13 de janeiro de 2007

E vão dois - Mais uma missão cumprida!

Ainda antes de terminar a dissertação tive a oportunidade de cumprir uma outra missão, a qual não só tive muito orgulho em participar como empenhar alunos meus em actividades de aprendizagem reais e cujo resultado último se encontra aqui. Este consistiu num projecto de construção de um pequeno site sobre uma das personalidades da casa onde prestei serviço nos últimos quatro anos, tendo o objectivo principal envolver os alunos em situações de aprendizagem autêntica e com propósitos específicos, como tive a oportunidade de explicar aqui.

Da entrega deste projecto, ficam estas últimas palavras, que senti necessidade de escrever no dia após o evento:

Dear Teresa,
muito obrigada pela oportunidade que me deu ontem de poder apresentar o projecto dos meus alunos ao seu pai. A emoção foi grande e talvez por isso tenha sido curta nas palavras, mas não naquilo que senti e sinto - um grande respeito por um grande Senhor aliado a um sentimento de dever cumprido, quer em relação aos meus alunos, pelo trabalho por estes efectuado, quer em relação ao trabalho exemplar do seu pai, que foi uma honra divulgar. Tinha muitos outros projectos semelhantes na manga, que, infelizmente, não chegaram a ver a luz do dia, mas fico contente que pelo menos este se tenha materializado.

São experiências como estas que contribuem não só para o ensino /aprendizagem do inglês, mas também para a aprendizagem de nós todos enquanto cidadãos. Mais do que nunca, o que hoje carecemos são de modelos e exemplos dignos de seguir. O empenhar alunos em projectos desta índole, será, sem dúvida, aquilo de que mais sentirei falta ao sair da Instituição. Fica o registo da experiência; a consciência de que enquanto lá estive dei o meu melhor para a servir e que ao longo desse percurso também aprendi muito, muito. São estas, e apenas estas, as recordações que quero levar na minha bagagem aquando da minha saída.

Um muito obrigada.

Porque, a nível profissional, são, principalmente, projectos como estes, que demonstram o entusiasmo de quem aprende, de que sentirei falta ao caminhar por outra estrada.

Mas outros desafios se avizinham. Sigo em frente! :)

12 de janeiro de 2007

Na hora dos agradecimentos

A tese ficou a fotocopiar. Saem dez exemplares quentinhos (!), que domingo, pela tardinha, vou buscar. Mais uma etapa conseguida. Ufa, pensava que ainda não era desta!

A conclusão da saga, em funções de mestranda, é só para mais tarde. Ainda sem data definida, tento não pensar nisso e aproveitar estes dias de descanso total para repôr energias e (re)organizar a minha vida. Ordeno documentos, selecciono artigos, arrumo livros…e afinal sempre há uma secretária neste escritório! Já lhe consigo ver o tampo, que na confusão dos últimos tempos estava totalmente coberto de papéis!

E enquanto não chega a altura da defesa da dissertação – defesa?!, alguém me vai atacar??! - , quero aqui agradecer a quem nela esteve directa e indirectamente envolvido.

Com sinceridade e dedicação, o texto que se segue é o meu agradecimento sentido àqueles que me acompanharam no trilhar deste percurso e que, claro, consta da minha tese.


AGRADECIMENTOS


Agradeço à minha orientadora, a Prof. Maria Helena Peralta, por me guiar neste percurso, nem sempre fácil de trilhar, pelos conselhos e comentários, sempre construtivos, e, acima de tudo, pela amizade e humanidade com que sempre o fez.


Ao Prof. António Dias Figueiredo, por me ter introduzido no tema da Comunidades de Aprendizagem Virtuais, e, especialmente, das Comunidades de Prática. Ao Prof. Fernando Costa por alimentar esse meu interesse, com propostas sempre inovadoras; a ambos por me terem, entusiasticamente, passado a noção de que as Tecnologias na Educação são apenas úteis quando eficazmente utilizadas.


À Ramona Dietrich por ter navegado comigo por águas virtuais, embarcado em projectos colaborativos com recurso às TIC e também pelo entusiasmo que sempre evidenciou. À Sara Reino pela sua presença e incentivo constantes a estes projectos; às duas pelo facto de terem sempre, sempre acreditado em mim – às vezes até mais do que eu própria!


À Teresa Almeida d’Eça pelo exemplo que é, pela forma como me acolheu no seio dos Webheads in Action, ainda antes deste projecto ter visto a luz do dia, e pela maneira como sempre o apoiou e contribuiu com comentários pertinentes para o tema.


A todos os participantes dos Webheads in Action, pelas experiências partilhadas, pelas aprendizagens efectuadas conjuntamente e, principalmente, pelas amizades sinceras aí estabelecidas.


Aos meus amigos verdadeiros, que sabem quem são, por terem estado pacientemente sempre lá para me dar ânimo, mesmo nas horas mais difíceis. Vocês sabem realmente dar bom-nome à palavra Amizade.


À minha mãe por todo o carinho, ternura, paciência e compreensão incessantemente evidenciados.

A luz no fim do túnel


A caminho da reprografia… a caminho da liberdade!

11 de janeiro de 2007

5 de janeiro de 2007

New Year's Resolutions

A poucos dias de fazer a mala, entre o atropelo de ter de acabar a tese e a agitação de não deixar nada por fazer, desponta em mim uma sensação estranha, que me consome e me diz que algo vai ficar para trás. O que é, ainda não descobri…! O facto é que a mudança, por mais positiva que seja, acaba sempre por ser complexa e por custar a quem nela está envolvido.

Num dos últimos dias, entre meditações do género, eis que, sem se fazer anunciar, me surge ao caminho uma dessas criaturas das florestas mágicas, que só nos contos existem, e, que laconicamente, me diz “ 3 desejos para a viagem”, ao qual respondo com uma expressão de perplexidade, que rapidamente delatou a minha estranheza perante tal personagem. “Sim” – insistiu ele, incomodado com a minha hesitação, como se não houvesse razão para tal. – “Concedo-te três desejos para esta etapa. Pensa bem…deverão ser coisas em que tu acredites e que queiras mesmo que aconteçam”

- “Pois” – respondi eu, ainda não conseguindo plenamente conceber o que estava a acontecer. Contudo, fechei os olhos para pensar e me abstrair do olhar observador daquela figura enigmática e disse: “Quero fazer um bom trabalho, mas não me esquecer do mundo à minha volta, como às vezes aconteceu. Quero viajar mais, como sempre ambicionei, e dar-me a conhecer aos outros sem medos nem receios. Quero cultivar as amizades que fiz e construir outras.” E assim que acabei de proferir os meus desejos (duplos) abri os olhos para receber (ou não) a aprovação daquele duende, que já lá não estava. Tinha desaparecido da mesma forma que aparecera.
Entretanto uma voz suou dentro de mim e disse-me - a realização desses desejos depende inteiramente de ti. Basta seguires pelo caminho que traçaste e acreditar….acreditar sempre que serás capaz.

E então apercebi-me que na mala vão apenas alguns trapos e objectos sem importância maior e que em mim irá tudo o resto: aquilo que vivi e aquilo que quero viver.

Das restantes resoluções para o Ano de 2007 conta-se ainda a intenção de entregar a tese (muito em breve); de fazer um Interrail por essa Europa fora com a malta do costume, de começar (finalmente) a praticar Yoga e … de outras.... que surgirão durante esta nova aventura.

Entretanto vamos já antecipando O Nepal, e ainda não esqueci o curso em Chiang Mai

...Sim, bem sei S., que não é para agora!!!

2 de janeiro de 2007

Ano Novo...

Blog novo!

O marcar de mais um ponto de viragem da minha existência.
À resposta "como vai ser?" - só o tempo o dirá!