25 de fevereiro de 2007

Yummy Weekend!


Acabou mais 6 semanas intensivas de workshop. Liberdade! Oportunidade de ir ao cinema, ficar em casa a ver filmes ou simplesmente a saborear os blueberry muffins do startbucks.

E hoje houve muffins docinhos e acabadinhos de sair ...da loja!



22 de fevereiro de 2007

O Carnaval veio e foi assim como por magia.


Passa uma pessoa um sábado de manha enfiada num pássaro de metal tentando chegar a Terra dos mouros, para logo partir numa lata com rodas para a capital do pais dos Tugas e depois passa assim tão depressa um fim de semana de folia. Nao e justo!!

Mas ficam as recordações e os sabores de uma noite salpicada com gargalhadas que vinha a guardar nas ultimas semanas.

Foi bom voltar a ver a m&m (de amendoim) disfarçada de azul, a gata da saia curta e a pirata que trouxe o molho de salada magico (quero a receita!). O P. que veio mascarado dele mesmo, a bruxa bondosa que ajudou na minha parte dos cozinhados e o palhaço que colaborou na confecção de um salame de chocolate, que era de comer e chorar por mais!

As horas foram gastas em conversas e risadas. O domingo chegou assim quase despercebido. Fica na memoria o almoço e café, lanche e jantar, entre amigos. De registar ainda as peripécias em pleno Amoreiras, quando 4 (que não as 4 de sempre) tentam fazer inversão de marcha em plena avenida. Um loucura; uma risada pegada. A travessura correu bem e deu origem a gargalhas sentidas, que me acompanharam ate a entrada do Centro Comercial, agora ja sozinha. O que vale eh que e Carnaval e ninguém leva a mal.

Na segunda e terça houve mais bolo e outras guloseimas parecidas, que contribuíram para as love wings! Mas quero la saber...nem tão cedo volto a provar tal iguarias!

Uma Historia de desencantar...


O conto que se segue narra um episódio no mínimo estranho, pelo grupo de personagens conhecidas, que pertencentes a vários contos aqui se cruzam inexplicavelmente. Tão invulgar é o caso e ainda mais o são as peripécias que o caracterizam que decidi aqui registá-lo.

Dado dia estava Pippi das Meias Altas mais calma do que o costume, quando lhe chega por correio electrónico – que a moça já aderiu as modernices - uma intimidação formal para se apresentar na Terra do Nunca no dia X, como era seu dever. Pippi cumpriu sem qualquer hesitação ao chamado.

Chegado o dia, vestiu-se a rigor para aquele local e lá foi ela responder ao apelo. Salta-lhe ao caminho uma bruxa má, feia e gorda que só sorri quando pensa estar a magoar os outros. Esta personagem também não pertence a Terra do Nunca, mas quis o destino que aqui ficasse vinculada, ainda que não tenha perfil para ser considerada habitante exímio daquela terra. Ainda antes de conduzir a Pippi ao Capitão Gancho, com quem tinha hora marcada, vira-se a malvada da bruxa para a Pippi, que entretanto tinha ido confraternizar com outras personagem que por ali andavam, e do alto da sua verruga disse em tom irónico: embora seja a ultima vez que por aqui passas, fica sabendo que apesar de não teres querido comer a minha maca sempre vais provar do meu veneno. E para que saibas quem manda aqui neste micro-reino, levas um selo de infidelis na testa como prova do meu poder. E mesmo que não concordes é este o meu ultimo veredicto, que eu sou mais alta que tu!! Os seus olhos brilharam pela glória alcançada e a Pippi ficou triste, mas ainda mais convicta que aquela não era a sua história. E como e sabido, a Pippi também não é fácil de assoar e antes do verniz lhe estalar, já este havia saltado. E assim, enfrentou-a, olhando-a nos olhos, e disse-lhe algumas das coisas que já lhe devia ter dito há mais tempo. Finalizou com um Muito Obrigada Sra. Bruxa, pelo estímulo que me deu para procurar a minha própria historia, aquela onde me enquadro melhor.

Dali não houve resposta...apenas um entristecer dos olhos que logo foi substituído por um sorriso forçado, que dificilmente enganava um sinal de bondade. Ao mesmo tempo esticou o braço com uma folha de papel, onde constavam umas linhas de elogios à Pippi e que, por conseguinte, contradiziam as palavras e actos da primeira parte da conversa. A travessa da Pippi, que nestas coisas enriça logo as trancas, ficou indignadíssima com tal descaramento e fez saber que não entendia o porquê e que não queria nada vindo da bruxa. Nada que não fosse de coração. Ficar bem no retrato só por ficar nunca foi convicção que a Pippi adoptasse. Não era agora que ia começar.

Quem não gostou da recusa foi a Bruxa – vendo a oportunidade única, de uma vez na vida poder passar por Branca de Neve, apesar da verruga, ir por agua abaixo - que em tom ameaçador fez saber que o documento já se encontrava com o Capitão Gancho. Agora já não há nada que possas fazer a não ser que o queiras enfrentar.

OK, disse a Pippi, de voz segura e tom lacónico. A bruxa largou uma gargalhada aterradora, porque rir não sabe, e ficou ainda mais horrível aos olhos da Pippi.

O Capitão Gancho lá estava numa grande sala, todo aprumado e de sorriso posto, ainda sem os dentes alinhados. Discursou palavras que voaram com o vento. As frases embalavam, mas não convenciam. Veio com a história do agradecimento final e a Pippi ai não se conteve, para grande espanto da bruxa que passou da cor pálida-malévola a vermelha-raivosa.

O Capitão Gancho tentou manter o sorriso, ainda que a custo, indignado com a atrevimento da pequena, continuando a desfazer-se em elogios.

Foi então que a Pippi finalmente entendeu que estava numa terra de cegos e que ali a bruxa e vista como uma fada media, que mal ou bem vai desenrascando. E apesar da Bruxa não ser natural daquela terra, é residente permanente e já que se tem de levar com ela, há também que a defender seja lá por o que for! - Segundo consta, é assim a tradição!

Feitas as despedidas daquele evento a Pippi ainda ficou para almoçar, porque bem feitas as contas outros habitantes há nesta terra perdida com quem vale a pena estar. Estavam lá pouco desses, mas sempre deu para pôr a conversa em dia.


Este conto é pura ficção e qualquer semelhança com outros contos não passa de uma mera coincidência.

16 de fevereiro de 2007

Lindinh@s!

I am coming home …


...para o Carnaval!


Quero tratamento VIP!!!!! :D


Há bolo de chocolate, não há?


...pode ser com gelado de cereja que eu cá não sou esquisita! ;)

13 de fevereiro de 2007

Enganos Tamanhos … a uma sexta a noite.

Reúne-se o “conselho de guerra” a uma quarta para estabelecer um plano de ataque. Demoram-se horas nas estratégias e marca-se nova reunião para a próxima sexta a tarde: Limar arestas eh o que se pretende....rumar posteriormente ao pub ali ao lado para espairecer a cabeca eh o que se subentende.

Chega a sexta. Outra confusão de ideias. Varias opiniões são lançadas para a mesa. Muitas das propostas são reformuladas. Entretanto, a noite cai e obriga a clarificar objectivos. Organizam-se novos grupos de trabalho, desta vez mais específicos, com tarefas mais concretas. Muda-se o cenário. Alguns trocam a caneta e o bloco de apontamentos pela tradicional pint e por conversas mais banais, afagadas pelo barulho do pub. Aqui não há o luxo daqueles que visitei na baixa da cidade. Este eh um pub tipicamente britânico, fazem-me saber. Sem os adornos que cativam os turistas, este eh um local no qual, na minha condição de estrangeira, não me atreveria a entrar. Mas eh aqui que encontramos os “nativos”, que vão chegando para comemorar o inicio de mais um fim de semana. Os historiadores retomam fervorosamente as discussões iniciadas antes da reunião e prolongam-se num debate cheio de entusiasmo ateh ah hora do jantar. Seguimos para um restaurante no centro da cidade, onde encontramos o resto do grupo e outras caras novas. Uma mistura de nacionalidades curiosa, que desencadeia conversas interessantes pela noite fora. Não fosse o que se passou a seguir e o fim de semana tinha começado bem.

Terminado o convívio, fazemos por voltar a casa. Dada a minha falta de GPS e a minha recente morada, tinha apenas duas soluções: voltar de autocarro – pois já havia decorado o trajecto da paragem ate casa - ou de táxi. No entanto, houve quem se oferecesse para dar boleia, e não sabendo eu que a sua falta de GPS ainda era maior que a minha, aceitei. Foram voltas e mais voltinhas, um carrossel que nunca mais acabava, ateh que optei por um táxi, para alivio de todos. Pensava eu que tinha o problema resolvido. Como já se pode antever, a aventura só agora estava a começar.

O táxi que me apareceu era um daqueles típicos deste pais, de cor preta e aspecto fidalgo, que me fez alegremente pensar que em breve estaria em casa, no quentinho! O problema foi que as voltas continuaram e quando menos esperava estava a ser depositada numa rua, que tal como a minha, tem casas de estilo vitoriano dos dois lados da estrada, ateh onde a vista consegue alcançar. E por isso não hesitei em sair do táxi em direcção ao 129. Estava desejosa por uma chávena de chá quente. E sim, de facto tinha parado em frente a um 129, que - só por reparo - NAO era o meu! Quase me faltou a respiração. De raiva, não sei se de mim mesma, se do taxista. Estava perdida. Não sabia onde estava nem para onde ia. Comecei a andar. As ruas estavam desertas. Não havia sinal de gente. O sangue fervia-me. Já nem sentia o frio. Ao fundo avistei um vulto. Uma pessoa que caminhava na minha direcção. Parei-o e perguntei, já com voz irritada, onde estava. Encolheu os ombros e disse que não fazia a mínima. Não era dali, acrescentou. Exasperei. Em tom quase calmo expliquei-lhe o que se passava, mas a passividade continuou a caracteriza-lo. Então decidi prosseguir por minha conta, impaciente com tal apatia. Procurei a estrada principal e foi ai que vi a paragem do autocarro. Aquela hora a carreira já havia terminado, mas pude seguir o trilho das próximas paragens e, depois de uma boa caminhada, lah consegui chegar ao meu destino. Ia fula! Mas aliada por chegar a casa aquela hora sem um arranhão.

Em suma, sempre acabei por ir pela rota do autocarro, mas a pé!!!

Lição a reter...táxis só os autorizados (nem sabia que havia táxis não-autorizados!). De preferencia, "encomendados"pelo telefone.

E a viver se vai aprendendo. Só passando por elas... Só eu!



hehehe...agora em retrospectiva...estava mesmo marafada!! Devo ter assustado o outro! Oh well... Eu também não ganhei para o susto! :)

11 de fevereiro de 2007

O 129

Foi na quinta-feira que me mudei com malas e bagagens para o 129, e é a partir daqui que agora passarei a postar.
0 129 e uma casa de estilo vitoriano em tijolo vermelho, como de resto o é a maioria das habitações aqui da zona, de tal forma que já deu azo a enganos tamanhos, como terei a oportunidade de explicar em posts futuros, se assim me der na gana.
No 129 moram agora três pessoas de traços bastante diferentes: o T., trabalhor-estudante, sonha ser escritor e ter o seu cantinho no mundo da fama. E uma pessoa alegre, giro que se farta e bastante prestável – tinha (quase) tudo para ser perfeito! Passa a maior parte do tempo colado ao computador a espera que as ideias desçam até ao teclado, enquanto ensaia textos para apresentar nas aulas. Não gosta de trabalhar e os dois dias a que se dedica a tal ingrata tarefa (sexta e sábado) deixam-no parcialmente de rastos. No entanto, chegando à noite é vê-lo andar que nem uma barata tonta a escolher a roupa - achas que esta camisola fica melhor do que aquela...e estas calcas ficam-me bem? - , a pôr o seu melhor perfume e esperar pela bicharada que o vem buscar. Entra quase em histeria. De resto, com ele pode-se falar de tudo sem problemas. Estou a pensar pedir-lhe para me pintar as unhas da mão direita... e que não consigo fazê-lo de forma perfeita!
A E. é o segundo habitante da casa. Chegou pouco antes de mim, trabalha e , de acordo com o T, o namorado é policia. Pára pouco cá em casa e por isso disturba ainda menos para grande decepção do T. - presumo - que certamente adoraria ver entrar mais vezes pela porta adentro um homem com farda!

Descritos os habitantes passamos a casa. É uma casa bastante espaçosa e acolhedora. Está bastante bem decorada (o T. tem toque para a decoração – vá-se la saber porque!) e arrumada. Os quartos são no andar de cima, sendo que o meu esta virado para a parte de trás da casa, isto e, para o jardim, onde no verão conto fazer umas patuscadas.

No andar de baixo, há um escritório, onde o T. espreme com afinco as ideias que lhe assolam a imaginação e espera que os seus textos tomem vida, uma sala de estar, utilizada amiúde, quando se apetece socializar, e uma cozinha, que raramente tem serventia a não ser para fazer torradas e chá, que o pessoal aqui não é muito amigo do fogão.

E por agora e tudo a partir do 129!

7 de fevereiro de 2007

Reuniões e mais reuniões.

É como têm sido os últimos tempos. Saio de uma apresentação para me enfiar noutra a às duas por três já não sei quem é quem.

Mas quem conheci hoje não devo tão rapidamente esquecer.

Fui lá com o propósito de conhecer o responsável pelo Instituto de Investigação de Estudos Europeus com quem vou colaborar em breve. Não me levou muito a diagnosticar que estamos perante um caso de tecnofobia quase agudo e que, portanto, há ali muito trabalhinho a fazer. Aflige-me menos a mim, do que a ele, o facto de saber que o projecto tem mesmo que ir para a frente…

Passados 15 minutos, já não sabia mais o que me dizer, e assim, como quem se quer livrar de um pesadelo, foi apresentar-me ao “vizinho do lado”, um amante incondicional da História Naval. Entrámos numa sala, onde a desorganização reinava. Havia papéis e livros em tudo quanto era sitio: ora espalhados pela mesa, ora irregularmente empilhados no chão.

Ao fundo apareceu um senhor robusto e bem disposto, que, por de trás daquela desordem, fala com entusiasmo acerca do tópico que acarinha. É pois um Historiador a sério! Dedica-se principalmente à Historia britânica e pergunta-me como anda a investigação a nível da Historia Naval portuguesa. Encolho os ombros, dizendo que não tenho grande conhecimento de causa, mas que me parece, que pouco tem sido feito em relação à História contemporânea. É então que, o “vizinho” que me trouxera até ali, e cuja presença já havia esquecido, se lembra de largar uma piada quase hilariante, que me fez soltar uma daquelas gargalhas. Dizia ele, que devia então de tirar um doutoramento em Historia Naval Portuguesa. Nem sabes onde te estás a meter! Respondi-lhe que até seria interessante (realmente acho que o seria). Contive-me e não acrescentei: (…) But first I need to get your ass online, so that you can deliver the other courses!
Deve ter percebido, porque não voltou a tocar no assunto.

Da nossa curta conversa, fiquei a saber que em breve se desloca a Lisboa para um conferência sobre a Guarda Costeira e que está desejoso para voltar a visitar Lisboa. Não és só tu! - pensei eu!

Amanhã temos nova reunião…e é caso para dizer…Não te livras de mim tão cedo!!

6 de fevereiro de 2007

Pois é…

Não chove, mas o frio aperta. Consegue mesmo varrer, quase por completo, a boa disposição matinal de quem enfrenta o congelador britânico!

Vale-nos o aquecimento central, que acaba por derreter as caras graves e sisudas, que, inconscientemente, trazemos da rua.

E para aquecer, nada melhor que uma corridinha já pela noitinha. Gorro, luvas, camisola dupla e corta-vento, que é para ver se me aguento! Cheguei há pouco e escusado será dizer que mesmo assim ainda há partes que estão em fase de descongelação.

….O cérebro é uma delas!...a provar pela pouca consistência deste post.

...isto hoje não esta muito inspirado...

4 de fevereiro de 2007

Saudades da comida portuguesa…com certeza!

Ontem a N. dizia-me pelo skype que estava a fritar pastéis de bacalhau. Não sou grande fã de bacalhau – perdoem-me a falta de tradição, já bastou seguir, durante algum tempo, a das segundas feiras - mas dos pasteis gosto. À isso é que gosto!

Mas por aqui não há nada que se pareça com tal. Uma vergonha a comida britânica para quem esta habituado aos petiscos da Mami. E hoje o que me apetecia mesmo era uma sandes de pão alentejano com linguiça acabada de assar…!

Vingo-me, então, nos doces! As únicas iguarias cá da terra. E hoje foi ver-me atacar os Blueberry Muffins do Starbucks e as Millies Cookie de laranja/chocolate. (Não ficam nada a trás das de chocolate simples, S.!)

Motivação para o jogging diário não há-de pois faltar! E se chegar a rebolar também já sabem porquê… escusam, portanto, de comentar os pounds a mais! :)

Inicio de uma óptima semana!

2 de fevereiro de 2007

Finalmente...

Depois de inúmeras visitas a muitas pocilgas lá encontrei uma casinha limpinha, onde as casas de banho não estão sujas, o chão da cozinha não cola aos pés e não há lixo empilhado ate ao telhado.

I am moving in!