6 de Outubro de 2009

extreme sports and blogging


19 de Setembro de 2007

Palavras soltas... ao ritmo do que sinto!

Retomo hoje este blog.

Volto a querer escrever aqui. Sem saber bem porque, hoje apetece-me aqui estar.

Sem compromisso de ter que ficar. Permanecer. Hoje quero apenas voltar aqui. E escrever. Sem um assunto determinado. Sem intenções especificas. Deixo-me levar pelos pensamentos que povoam o momento e a mente. Momentaneamente.

Hoje chove. O frio já há algum tempo que aqui chegou. Se veio para ficar não o sei. Talvez... Mas que interessa se chove ou se faz sol? O dia rompe e anuncia horas de frenesim, onde se encontram contidas historias que vamos escrevendo amiude. Sem necessariamente as notar. Ao sabor do trabalho e de compromissos marcados ao ritmo de um compasso inventado. O tempo, assim lhe chamamos, volta a ditar as regras. A rotina regressa para integrar as vidas daqueles que por aqui passam. Os papeis acumulam-se no topo da mesa; os emails chegam sem cessar, enquanto que os ponteiros do relógio, sempre no seu rodopiar disciplinado, deixam o tempo escapar. Subtilmente. Sem que nos apercebamos, segue a contagem dos segundos em minutos, e destes em horas. O dia, esse, sempre a encurtar, dah delicadamente lugar ah noite. Um após o outro, os dias desaparecem no tempo, marcado pelo calendário. [Ja desapareceram quase um ano deles!]

Há um novo ano lectivo a iniciar, que traz de volta uma cor sorridente a esta parte da cidade. Caras novas que chegam; iniciados que ainda trazem o sorriso da novidade. Entre estas distinguem-se também as conhecidas, daqueles que retornam a rotina que o verão interrompeu.

Eh o voltar ahs aulas. O retomar da actividade. Daquilo que escolhi fazer. Gosto! Também tenho saudades do que deixei. As escolhas nunca sao fáceis.

E enquanto as ferias do Natal não voltam a quebrar o ritmo de trabalho que aos poucos recupero, permito-me sonhar na distancia do tempo, que o passar os dias vai ganhando proximidade, com o breve retorno já marcado. :-)


Já falta pouco, para (re)escrevermos historias de (re)encontros em época de Natal. O cheiro a bolos no forno, os crepes acabados de fazer e os scones ainda quentes, permitindo que a manteiga derretida se misture com o doce, enquanto entre pequenos tragos de chá quente, se põe a conversa em dia.

Tao simples como complicado. Assim se vão gastando dias...

14 de Agosto de 2007

Flickr

This is a test post from flickr, a fancy photo sharing thing.

22 de Julho de 2007

De volta!

Ao tempo que aqui não vinha...!
A ausência justifica-se (?) pelo tempo que não tinha.
Ou que na altura considerava não ter...
A verdade eh que já sentia saudades de aqui anotar
pensamentos que se deixam comentar.

Os últimos tempos tem sido de grande agitação.
Pula-se de conferencia em conferencia,
Anda-se de reunião em reunião
E no final não passa tudo de uma grande confusão.

Agora já de volta ah base,
E depois da tese defendida,
Ha que voltar ao trabalho
Antes de preparar a próxima saida.

Sao as ferias que ai vem!
Que já estão mesmo ah porta
E embora ainda haja muito para fazer
A vontade de escrever volta a aparecer.

Agora a par da escrita
Surgem momentos fotografados
Que visam imortalizar
Episódios de uma existência
Que a memoria tenderah em a apagar.


Como eh bom estar de volta!!

A rima eh pobre; a escrita apressada! Mas assim sou também eu!

18 de Junho de 2007

Ich Liebe Deutschland

Voltei.
Nao de vez, mas para uma curta visita. Regressei por instantes ah minha experiência germânica, que marcou um ponto da minha vida e que tantas recordações deixou.

Um fim de semana caracterizado pelo (re)encontro de verdadeiros amigos, por risos e sorrisos partilhados; por historias que se contam e recontam e donde transparecem as saudades de tempos de outrora. Ja la vão 5 anos! o tempo voa!
E a par da nostalgia, conseguimos escrever outras lembranças que resultaram das partidas sem maldade, que os eventos em nos envolvemos propiciaram.

Volto ah terra que agora me acolhe. Comigo chegam também saudades renovadas, daquela que já foi a minha pátria emprestada.
Entre conversas e trocas de experiências, surgiu o convite sincero para tornar de vez...
E assim também se renova a vontade, que nunca deixou de existir, de o fazer.
...e quem sabe se um dia o destino não me (re)encaminha ate lá ...

E enquanto esse dia não chega, resta-me agradecer ao voos low cost, que me facilitam as deslocações (e as reaproximações) ate quem mais gosto.





Agora basta esperar pela ida a PT.
A contagem decrescente já começou! YES! ;-)

9 de Junho de 2007


Amigos das terras germânicas visitam as Anglo-saxónicas.

O objectivo é matar saudades e pedalar...pedalar muito.

O desafio tinha sido lançado pelas duas partes, mas sinceramente nunca pensei que se realizasse...assim tão depressa. Mas realizou-se. E ainda bem. Estah a ser um fim de semana espectacular. Enquanto que das terras de sua Majestade se desafiava os amigos germânicos a uma visita ao norte do pais, da cidade das salsichas chegava o contra-desafio de que a visita incluísse um fim de semana sobre (duas) rodas. Houve resposta positiva das partes implicadas e então foi só esperar pelo dia.

Os convidados trouxeram as bikes deles, eu arranjei também uma e fomos ai por essa Manchester fora a procura de um trajecto que interessasse. Acabamos aqui, para 45 Km de pedalada.

Para uns, habituadissimos a estas aventuras, foi apenas um passeio pelo campo; já para outra foi uma estafa daquelas. heeheh

Mas não fiquei arrependida; antes pelo contrario, quero mais! E, embora mal acabe este post, comece a pedalar para o vale dos lençóis, o certo eh que esta eh uma experiência a repetir.

Para a semana reporto directo de Terras Germânicas, sem bike, mas, certamente, com novas aventuras a relatar.

29 de Maio de 2007

Ha dias....


... que consigo superar-me a mim mesma...

...e utilizar toda a burrice duma só vez!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr


Só me resta agradecer a mãezinha por não ter nascido loira!

...era óbvio demais!

27 de Maio de 2007

Um exemplo que vem de Africa

Nos últimos tempos coisas muito boas e muito más tem acontecido.

Vamos concentrar-nos nas boas, que das más , dessas, lembramo-nos sempre. E para alem disso, este blog devia reflectir o lado mais positivo de mim.

E por isso falamos de bons exemplos. E estes hoje chegam principalmente de África. Um continente que ainda não conheço, mas que ambiciono fazê-lo.

Ate que tal aconteça, vou deixando teleportar-me pelas varias partes dessa terra longínqua, através de uma e-mailing list que agora modero a convite da HIVOS, uma organizacao não governamental que se empenha por diminuir, um milímetro que seja, as desigualdades sociais dessa gente.

E assim o meu papel nisto tudo, não tão nobre como o deles, tem sido mediar a conversa entre indivíduos, de varias instituições que operam em toda a África, tentando ultrapassar as barreiras da língua, ao ser a interprete oficial e, simultaneamente, encorajando e dando feedback sobre o uso que estes têm dados ahs tecnologias de informação e comunicação (TIC) para fazer chegar a sua mensagem aos mais variados sítios.

E o incrível disto de tudo é que, apesar dos parcos recursos, estes utilizam o que está disponível com uma perícia e imaginação espantosas.

As ferramentas preferidas são o skype – que já permitiu reduzir custos e criar hábitos de comunicação frequente entre o pessoal das instituições- e as SMSs, que mais acessíveis que o skype, por não ser preciso uma ligação a Internet, têm fomentado a circulação de informação e ate já serviram de forma alternativa para o envio de convites para sessões sobre tópicos tão importantes como a SIDA/VIH, educação sexual, abuso de crianças, orientação juvenil, educação, etc. E o mais engraçado é que resulta!

E, portanto, querer é poder - já lá diz o ditado. Não são precisos muitos recursos, ferramentas caras ou tecnologias de ultima geração para fazer circular a informação; são, sim, precisas visão e vontade de querer melhorar a sociedade. E é isso que nos faz falta, aqui, em Inglaterra, em África e até China: criar uma sociedade consciente e mais responsável pelos seus problemas. Talvez esteja a ser dura de mais, mas, neste momento, sinto que o que impera, principalmente, é uma sociedade negligente de si mesma, onde os valores enfraquecem e os princípios estão cada vez mais ausentes.

A reconversão para uma sociedade melhor só se consegue com educação e muita, muita persistência, convicção e paixão pelo que se faz.

E é nisso que a HIVOS aposta.

Eles não vão mudar o mundo – sejamos realistas -, mas vão, de certeza, tentar melhorá -lo.

E no final não é isso o que mais interessa?

13 de Maio de 2007

Sobre nada

Aqui fica umas das ultimas fotografias que tirei, quando o tempo ainda era de primavera. Já lá vão dias que o Inverno regressou e parece resistir aos avanços tímidos do sol... Conclusão: voltámos ahs Wellies.

Em relação a esta foto:

Este eh o canal, que quase roça com o 129. A fotografia, por sorte, ficou bem tirada e assim visto, pela mira da camera, ate faz vista.

Dizem que aqueles barquinhos - sim, barcos. Barquiiiiiiiiiinhos!!! Posso finalmente voltar a dizer barco, sem pensar duas vezes se estou, porventura, a ser menos sensível com quem diz “andar” de Navio, embora perceba a preocupação de educar os leigos!! . Mas eu hoje sou do contra e portanto os BARCOS, ali "estacionados" ah margem do canal, podem ser alugados para fazer travessias. Quase que lembra Amesterdão. Mais um bocadinho e podia alugar um barquinho para residência... Isso eh que era engraçado, mas talvez tenha de esperar para quando me mudar para a terra das Socas de Madeira. O mais certo eh que isso nunca aconteça, mas posso sempre divertir-me com a perspectiva dum futuro tão improvável!

E hoje o que mais me apetecia era mesmo ir, por ai.

Sem medo!
Nem destino!

Ah procura de nada e de tudo o que o mundo tem para (me) oferecer.

O mais belo.
O mais simples.

Apetece-me partir.
Para ferias...verdadeiras.
Dias livres.

Nao sei se para longe, se para perto.
Para algum lado, onde descubra novas emoções e traga outras tantas recordações.

E tanto pode ser de barco, como de balão.
O que eu quero mesmo eh ir e sentir a necessidade de regressar.

6 de Maio de 2007

Ainda sobre a Maria e os amiguinhos dela.


Ainda em conversa com a R. sobre o uso das tecnologias e das minhas andanças ainda meio confusas pela Second Life - eh que me tenho esquecido de levar a bússola (cough)-, fiquei a saber destes novos MUVEs que colam miúdos e graúdos ao ecrã!
.
A miudagem anda agora toda no clubpenguin. Eu decidi ir dar uma espreitadela e saber se se trata assim de um tipo de pré-preparação para a SL. Eh que me facilitava a vida e em muito!

Registei-me no site. Miúdos com menos de 13 anos precisam da autorização dos pais. Eu pude registar-me sem ajuda – Uipi – mas não fiquei la muito satisfeita com que se seguiu. Eu passo a explicar. O site estah de facto bastante bem estruturado e com linhas directrizes bastante claras. Eles avisam os miúdos sobre o uso de linguagem impropria, aconselham como se devem comportar, etc. Ate ali tudo bem.

O que não me agradou lah muito foi o facto dos registos estarem categorizados por idades: 8- menos de 8 (aparece o icon de um pinguim sorridente a balouçar); 9-12 ( o pinguim estah na maior, sentado numa bóia); 13-17 ( o pinguim patina alegremente) e Muito Velho.... Muito Velho ??????????!!!! – essa eh a próxima e ultima categoria e o raio do pinguim já traz uma bengala e cara de acabado! Assustador! E eu que pensava que ainda era jovem...

Mas estava decidida a espreitar aquele mundo. Aceitei a minha condição de já-com-os pés-para-a-cova e inscrevi-me com um nome todo pomposo e diferente do meu, que são assim as regras na terra dos pinguins. Transformei-me numa pinguin@ cor-de-laranja (fui eu que escolhi a cor. Gostam?!) e lah fui explorar aquele mundo. Fui dar ah frost city, ou qualquer coisa que o valha, e havia pinguins de todas as cores e feitios. A maioria já tinha roupa e chapéus coloridos. Eu, ainda só tinha a minha pele. Senti-me quase nua. Ainda quis perguntar lah aos meus amiguinhos onde era a loja mais próxima, mas ninguém me ligou nenhuma. So falavam com quem conheciam, o que também estah correcto. Ainda lhes atirei umas bolas de neve, mas ninguém se manifestou. Decidi ver no mapa onde era a loja e fui ahs compras, mas só tinha 100 moedas e isso não dava para nada. Acabei por ficar como estava. Memorizei o vestido verde, com um Shamrock, e uns sapatos que estavam lah no catalogo e voltei ah cidade. Precisava de trabalhar para acumular moedas. Nao precisamos todos?! Fui ah procura de trabalho. Comecei por pastar uns bichinhos peludos, mas a coisa não correu lah muito bem. Eles escapavam por todo o lado e passado um bocado apareceu no ecrã que o meu tempo tinha esgotado e que não tinha nem ganho uma moedinha que fosse. Parti do principio que me tinham despedido e fui ah procura de mais trabalho. Nao dou para pastora, foi a minha conclusão. Entretanto, encontrei outro emprego numa pizzaria. O objectivo era guarnecer as pizzas com os ingredientes correspondentes a cada tipo de pizza. Aquilo começou por correr muito bem, mas deve ter chegado uma carrada de pinguins esfomeados e de repente o tapete da “linha de montagem” comecou a correr desalvorado, o que fez com que deixasse muitas das pizzas irem para o forno sem os ingredientes todos. Ainda consegui amealhar umas moedinhas, mas não as suficientes para o traje que escolhera. Decidi dedicar-me ah pesca. Deram-me um balde e uma cana e não tardou o muito que estivesse a pescar com perícia. O recipiente para o pescado ate já transbordava! Mas de repente começou a passar por lah um tubarão e eu achei que também o devia pescar. Era capaz de ganhar umas moedinhas extras, pensei eu. Mas o desgraçado comeu-me o isco e parte da linha! Mas eu não desanimei, eh claro! Arranjei outra linha e isco novo e continuei a pescar ate que uma alforreca passou por lah e quase me electrocutou.

Decidi procurar novo emprego. Pagavam para eu andar a fazer uma espécie de jetsky com uma boia. Aceitei o desafio e tudo corria bem ate que me espetei contra uma baliza. Doeu-me! Xica!

Mas já tinha arranjado quase moedas suficientes para a minha farpela. Passei ainda por um coffee shop muito jeitoso, com biblioteca e tudo. Podíamos ler livros enquanto bebíamos o chocolate quente. Aceitei emprego ali naquele lugar simpático por pensar que me ia divertir, mas puseram-me a carregar sacos de café, que quase me deram cabo da espinha. Ainda levei com uma coisa de ferro em cima da tola, que me fez ver estrelas!

Mas entretanto já tinha moedas suficientes e rumei ah loja. Para grande decepção minha só quem tinha conta paga – eu inscrevi-me na conta gratuita – eh que podia comprar roupa! Uma descriminacao!

E como já era tarde, decidi sair daquele mundo que não me pertence. Voltei ao real. E daqui a dias volto ah SL.

Também há episódios engraçados da minha vida II, mas ficam para outro dia.

Alguém mais anda por estes mundos e tem historias para contar?

2 de Maio de 2007

Her name is Maria and she lives on a farm.

That is the description of one of the youngest bloggers I have ever bumped into in cyberspace.

She reflects the simplicity with which kids deal with technology…just like that.

Let me tell you about Maria, my new cyber-buddy.

Maria is 9, goes to St. Dominic’s, an international school on the outskirts of Lisbon, where she is expected to receive a “top education”. Here all classes are in English and based on a student-centred, inquiry based learning approach. Therefore, there are no books. There is a set of constructivist strategies developed by the teachers instead. However, computers haven’t been in their roll of activities until someone special came along.

Her name is Ramona and she lives along the coast, just outside the city.

Let me tell you about Ramona, my long time cyber-friend.

Ramona is more than 9, goes to St Dominic’s, where she engages students in ICT activities with an amazing success. During the last term while replacing a teacher on sick leave, she and her students worked on 2 class blogs ( 1 & 2 ) as part of the classes’ activities. It was her strategy to get the students’ attention. She introduced them to the educational side of cyberspace. It was amazing to see how the kids took part in the activities and how they even worked extra just to let their teacher know that they were appreciative and approving of her plan. I had 6 kids who did ppt without me asking – she once told me. How amazing is that?

Meanwhile their regular classroom teacher returned and a CyberKids group was formed. Ramona is the leader of the project; Maria one of the participants. They are about to start a new blog.

Maria already started hers. On her own! She is a typical girl. She is into fashion. She is also a reflection of her generation. She blogs about her interests. And although her blog is not perfect, and although there are spelling mistakes there, three things are to be recognised: (1) she is using technology, (2) she is exercising her English language skills and (3) above all she is connected to the (cyber)world, and (4) having a lot of FUN. Actually there were 4 things to point out after all. Wink


These are the future university students. Can we ignore their background?


Desculpem-me a lingua. Eu sei que este blog nao eh para ser escrito em ingles, mas este post tinha de vir aqui parar e ser divulgado na forma tradicional, nao constando apenas do RSS Feed que se encontra na frame da direita deste blog.
Para partilhar...admirar e aprender com quem sabe destas coisas: Our Cyberkids!

30 de Abril de 2007

Mais coisas da língua

As diferenças entre o inglês britânico e aquele que eh falado do outro lado do oceano nem sempre são fáceis de interiorizar, ou, pelo menos, de introduzir na conversa do dia a dia, apos anos de pratica de American English. Eh difícil dominar a pureza da língua. Cof!Cof!

E portanto, por aqui não há cookies mas sim biscuits. Do you want a biscuit? Pergunta-me a H. amiúde, pois eh raro o dia que nao a vejo a espreitar o saco das cookies...perdão biscuits, religiosamente guardado pela E. na sala principal do LTC. E eu, aparentemente sirvo de desculpa para mais um assalto as bolachas. E assim, como já repararam, por aqui comem-se biscuits. Na minha perspectiva de estrangeira e apesar da língua portuguesa haver uma palavra idêntica – biscoitos -, sempre associei biscuits a comida de animal. Va-se la saber porque... E como sempre fui fã das chocolate chip cookies, que os supermercados dizem mandar vir la dos States, numa me preocupei muito com o caso. Agora vejo-me obrigada a (re)aprender o significante de uma realidade doce, que tanto prezo. Yesterday I bought some homemade biscuits. They were crap. Nothing like those American cookies…ooops … biscuits (!) we had last week. Ohhhh. Look how G. B. is getting bigger again – faz reparar o N. – He has been on the biscuits again, hasn’t he? E portanto lah me rendi ahs evidencias. Biscuits it is.

Mas as diferenças linguísticas não ficam por aqui.

Sempre aprendi que quando queremos falar com alguém ao telefone e a linha da sinal de impedido, quer dizer que the phone is busy. Quem não gostou lah muito da conversa foi a E., que se prontificou logo a corrigir-me, dizendo, do alto da sua falta de sensibilidade linguística, que the phone is engaged. Engaged to whom? – apeteceu-me perguntar, mas contive-me, para lhe poupar a explicação. E portanto, a partir de agora cada vez que me telefonarem e o telefone der sinal de ocupado, não eh porque eu esteja na amena cavaqueira, eh só porque o telefone esta comprometido. ;-)


Em relação ao dinheiro também ah uma palavra muito interessante para designar as pounds, onde a rainha esta estampada all over the place.
Aqui no reino dizemos com admiração: Man, I’ve just bought mi tube ticket. I paid 4 quid for it. E por isso, enquanto a Paris Hilton paid 800 bucks for a hair cut, o casal Beckham spent almost 2000 quid for a night out in a London pub. Realidades diferentes; todas elas bem disparatadas.

Bem e por agora eh tudo.

Coisas da língua

Nos últimos tempos ando a atravessar uma crise linguística daquelas e o meu pobre cérebro parece começar a dar de si. A língua materna, no meu caso o português, eh assumidamente aquela que impera em situações de maior tensão e/ou entusiasmo. No entanto, e embora continue a não ter duvidas que a língua portuguesa eh a língua em que melhor praguejo (!?) e protesto, começo já a ter a impressão que estou prestes a tornar-me oficialmente bilingue na arte de argumentar.

A confusão já começa a ser tal que por vezes dou por mim a questionar em que língua terei dito isto ou aquilo. Mas como não se queixam, encolho os ombros e vou ah minha vida.

A semana passada enclausuraram-me em Londres – pensava eu que ia on a business passeio – e como o Internet access era escasso foram dias de British English only. So houve tempo para discussions. Ensaios de retórica puros, sem latino speakers pelo meio. Durante o fim de semana voltei a fazer os telefonemas habituais e começo a verificar que a minha arte de falar bem português estah novamente ameaçada, visto que muitas das vezes me faltam as palavras certas para exprimir dadas realidades ou sou subitamente assaltada pelo seu equivalente inglês. E isso não interessa muito porque a mummy há uns anos a esta parte não percebia o que era uma Wasserkocher e nos dias que correm não me parece que se interesse pela Kettle cá de casa, que tem mais uso que o fogão.

E agora a blogar também na língua da sua majestade, ainda mais vulnerável anda o meu vocabulário.

Preciso de ir a Portugal tirar um curso intensivo!!

22 de Abril de 2007

Lisboa Menina e MoCa

Porquê este post?
Simplesmente porque sim.
Porque jah há dias que tinha encontrado este vídeo nas minhas viagens pelo youtube e ainda não tinha arranjado pretexto para aqui o inserir.
Porque hoje já postei noutros lados e não me apetece puxar mais pela criatividade (que é pouca) para aqui escrever mais umas patetices.
Porque hoje chove.
E porque Lisboa dá sempre um bom titulo.


20 de Abril de 2007

The wonders of Technology

Ontem foi dia de por a conversa em dia e também de estabelecer ligação com os 3 países que fazem parte do minha existência. Todos eles deixam saudades. Todos eles me marcaram, e marcam, de forma diferente.

Filosofias ah parte e pragmatismo acima de tudo, estava mais do que na altura de planear mais um (re)encontro. Este terá lugar já em Junho. Embora não causado por uma onda de espontaneidade pura, mas mais por uma ocasião especial, o que interessa eh que em breve estaremos a rir uns com os outros outra vez. (E aqui fica resolvido parte do mistério ... a arte de rir - por tudo e por nada - eh uma tradição de família! )

Ja não me lembro da ultima vez que estivemos todos juntos. Mas recordo-me dos veroes de outrora. As ferias grandes, que eram normalmente alegradas com a chegada dos primos “estrangeiros”. A primeira coisa que se esperava era a transferência do saco de chocolates para este lado da fronteira - Milka und kinder Schokolade Bitte! Depois havia uns momentos de inibição, um distanciamento incomodativo, onde a vergonha de fazer o primeiro contacto roçava com o receio inicial de que o período que nos separara nos tivesse deixado pouco ah vontade ou sem assunto para começar um mês de brincadeiras hilariantes. Passados esses minutos de silencio, e enquanto os adultos, já ah mesa, saboreavam o presunto e outros petiscos religiosamente preparados para a ocasião – impressionante como a cultura e a socialização portuguesas giram em torno de uma mesa bem apetrechada – lah começávamos a engendrar as nossas travessuras. A Claudi e eu tornávamo-nos inseparáveis e bastava um olhar para sabermos o que a outra estava a pensar. Sempre fomos as mais travessas. O Dani, o mais pacato, era constantemente apanhado nas nossas artimanhas. Mas em geral dávamo-nos todos bem. Era um mês bem passado, entre frequentes idas ah praia, almoços e jantares de peixe grelhado, dia sim - dia sim, para ver se o Tio tirava a barriga da miséria e claro os doces, que durante esse mês abundavam lah por casa. O objectivo era fazer-nos enjoar, mas nunca foram capazes de atingir tal objectivo.

Depois chegava a semana em que o resto da malta, que passava o verão no norte do país, descia ateh ao sul. E ai era assistir ah mistura de sotaques que nos caracteriza. A pronuncia do norte era a que mais se destacava, embora a do Algarve a que mais abundava. Havia ainda um sotaque discreto alentejano que denunciava as origens de quem há muito havia partido para terras longínquas. Eram dias felizes aqueles, só abalados pela partida dos visitantes. Ateh para o ano. Era assim que nos despedíamos, enquanto eu esperava que os próximos 11 meses passassem a correr.

Crescemos e o verão deixou de ter a mesma magia. A amizade, essa manteve-se e fortaleceu-se. Apesar da distancia, estamos sempre lah uns para os outros - para o que der e vier. Foi essa uma das razoes pelas quais me decidi pelo estudo do alemão. (A outra não digo!)

Ontem unimo-nos uma vez mais. Virtualmente. Estavam espantados por aquela reunião inesperada que juntou três países e quatro casas que na verdade nunca estiveram separadas.

E eu ganhei um certificado de inteligência por tal façanha. Contudo, tenho a sensação que deve ter os seus dias contados... Pois basta descobrirem que uns quantos clicks e uma ligação de Internet escapatória eh tudo o que se precisa para que tal seja possível, para que perca o titulo. Mas também nunca ambicionei um.

Mal posso esperar por Junho!

Ja falta pouco.

15 de Abril de 2007

Este fim de semana...

...o sol não só apareceu como permaneceu.
It feels almost like home! :-)


O mini jardim do 129.
Tem quase o requinte de CO! :-)

13 de Abril de 2007

Ja tinha dito?


Quero ir andar de Balão...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :)

Para ler...para digerir e reflectir!

11 de Abril de 2007

The Highland experience

Depois de mais de três horas de comboio la se chegou ao destino. O tempo não estava mau. Não havia muito sol, mas o frio também não era de rachar e o dia estava luminoso - Manda a etiqueta britânica começar a conversa pelo tempo e por isso aqui fica o relato! ;)

Mas adiante...

Depois de localizar a B&B e controlar o riso não só pelo sotaque da nossa anfitriã, mas também pela frequência com que is dizendo Oky, como que a passar-nos um atestado de estupidez por não termos um sotaque impecável, ou igual ao dela (!), lá rumámos ah cidade.

O castelo foi uma das primeiras paragens. Apesar das £11 que nos cobraram pela visita guiada, valeu a pena. Mas o highlight da viagem foi sem duvida a subida ao monte que quase desgraçou a CP. Agora em retrospectiva diz lá se não valeu a pena? A vista da cidade lá de cima eh espectacular e dá um sentimento de liberdade/paz enorme.

E como andar por estas bandas e não tentar a sorte de encontrar a Nessie, eh quase como ir a Roma e não ver o Papa, lá nos submetemos ah viagem de autocarro que nos levou ate ao Loch Ness. Pelo caminho ainda encontramos a Hamish, a vaca guedelhuda que nos deu as boas vindas lá bem ah maneira dela – a malandra da vaca! – e um escocês que quase nos furou os tímpanos com o toque da gaita de foles. E o raio do homem para alem de não cessar, nem durante um minuto, aquele espectáculo barulhento, que espantava quem por la passava, ainda mobilizava todas as atenções. E foi por isso que fiquei convencida que ainda há esperança para mim. E assim sendo, também eu comprei uma gaita! Os ensaios começam já este fim de semana!!!!
Quem não ficou la muito impressionado com a noticia foi o T., que franziu o sobrolho quando lhe dei as boas novas, já antecipando a algazarra que se vai instalar cá em casa. De certo porque não ouviu o outro a tocar... Eu prometi-lhe (tentar) ser mais afinadinha! :D

E nas pausas deste passeio lá conseguimos escapar ah famosa Baked potato a ao tradicional Haggis, fazendo visitas regulares a algumas Tea Houses, onde o chá, os scones e o Bolinho de chocolate nunca faltaram.

A photostory chega em breve.

Agora é de volta ao trabalho...

10 de Abril de 2007

Edimburgo

E da Escócia trouxe varias recordações.
Para começar, aqui vai um poema escocês que me fez rir por um bom bocado. Eh que ainda eh pior que os meus! :-)

Para ler com sotaque escocês:

On yonder hill
I saw a cow
It must have moved,
It`s not there now.

:D