30 de abril de 2007

Mais coisas da língua

As diferenças entre o inglês britânico e aquele que eh falado do outro lado do oceano nem sempre são fáceis de interiorizar, ou, pelo menos, de introduzir na conversa do dia a dia, apos anos de pratica de American English. Eh difícil dominar a pureza da língua. Cof!Cof!

E portanto, por aqui não há cookies mas sim biscuits. Do you want a biscuit? Pergunta-me a H. amiúde, pois eh raro o dia que nao a vejo a espreitar o saco das cookies...perdão biscuits, religiosamente guardado pela E. na sala principal do LTC. E eu, aparentemente sirvo de desculpa para mais um assalto as bolachas. E assim, como já repararam, por aqui comem-se biscuits. Na minha perspectiva de estrangeira e apesar da língua portuguesa haver uma palavra idêntica – biscoitos -, sempre associei biscuits a comida de animal. Va-se la saber porque... E como sempre fui fã das chocolate chip cookies, que os supermercados dizem mandar vir la dos States, numa me preocupei muito com o caso. Agora vejo-me obrigada a (re)aprender o significante de uma realidade doce, que tanto prezo. Yesterday I bought some homemade biscuits. They were crap. Nothing like those American cookies…ooops … biscuits (!) we had last week. Ohhhh. Look how G. B. is getting bigger again – faz reparar o N. – He has been on the biscuits again, hasn’t he? E portanto lah me rendi ahs evidencias. Biscuits it is.

Mas as diferenças linguísticas não ficam por aqui.

Sempre aprendi que quando queremos falar com alguém ao telefone e a linha da sinal de impedido, quer dizer que the phone is busy. Quem não gostou lah muito da conversa foi a E., que se prontificou logo a corrigir-me, dizendo, do alto da sua falta de sensibilidade linguística, que the phone is engaged. Engaged to whom? – apeteceu-me perguntar, mas contive-me, para lhe poupar a explicação. E portanto, a partir de agora cada vez que me telefonarem e o telefone der sinal de ocupado, não eh porque eu esteja na amena cavaqueira, eh só porque o telefone esta comprometido. ;-)


Em relação ao dinheiro também ah uma palavra muito interessante para designar as pounds, onde a rainha esta estampada all over the place.
Aqui no reino dizemos com admiração: Man, I’ve just bought mi tube ticket. I paid 4 quid for it. E por isso, enquanto a Paris Hilton paid 800 bucks for a hair cut, o casal Beckham spent almost 2000 quid for a night out in a London pub. Realidades diferentes; todas elas bem disparatadas.

Bem e por agora eh tudo.

Coisas da língua

Nos últimos tempos ando a atravessar uma crise linguística daquelas e o meu pobre cérebro parece começar a dar de si. A língua materna, no meu caso o português, eh assumidamente aquela que impera em situações de maior tensão e/ou entusiasmo. No entanto, e embora continue a não ter duvidas que a língua portuguesa eh a língua em que melhor praguejo (!?) e protesto, começo já a ter a impressão que estou prestes a tornar-me oficialmente bilingue na arte de argumentar.

A confusão já começa a ser tal que por vezes dou por mim a questionar em que língua terei dito isto ou aquilo. Mas como não se queixam, encolho os ombros e vou ah minha vida.

A semana passada enclausuraram-me em Londres – pensava eu que ia on a business passeio – e como o Internet access era escasso foram dias de British English only. So houve tempo para discussions. Ensaios de retórica puros, sem latino speakers pelo meio. Durante o fim de semana voltei a fazer os telefonemas habituais e começo a verificar que a minha arte de falar bem português estah novamente ameaçada, visto que muitas das vezes me faltam as palavras certas para exprimir dadas realidades ou sou subitamente assaltada pelo seu equivalente inglês. E isso não interessa muito porque a mummy há uns anos a esta parte não percebia o que era uma Wasserkocher e nos dias que correm não me parece que se interesse pela Kettle cá de casa, que tem mais uso que o fogão.

E agora a blogar também na língua da sua majestade, ainda mais vulnerável anda o meu vocabulário.

Preciso de ir a Portugal tirar um curso intensivo!!

22 de abril de 2007

Lisboa Menina e MoCa

Porquê este post?
Simplesmente porque sim.
Porque jah há dias que tinha encontrado este vídeo nas minhas viagens pelo youtube e ainda não tinha arranjado pretexto para aqui o inserir.
Porque hoje já postei noutros lados e não me apetece puxar mais pela criatividade (que é pouca) para aqui escrever mais umas patetices.
Porque hoje chove.
E porque Lisboa dá sempre um bom titulo.


20 de abril de 2007

The wonders of Technology

Ontem foi dia de por a conversa em dia e também de estabelecer ligação com os 3 países que fazem parte do minha existência. Todos eles deixam saudades. Todos eles me marcaram, e marcam, de forma diferente.

Filosofias ah parte e pragmatismo acima de tudo, estava mais do que na altura de planear mais um (re)encontro. Este terá lugar já em Junho. Embora não causado por uma onda de espontaneidade pura, mas mais por uma ocasião especial, o que interessa eh que em breve estaremos a rir uns com os outros outra vez. (E aqui fica resolvido parte do mistério ... a arte de rir - por tudo e por nada - eh uma tradição de família! )

Ja não me lembro da ultima vez que estivemos todos juntos. Mas recordo-me dos veroes de outrora. As ferias grandes, que eram normalmente alegradas com a chegada dos primos “estrangeiros”. A primeira coisa que se esperava era a transferência do saco de chocolates para este lado da fronteira - Milka und kinder Schokolade Bitte! Depois havia uns momentos de inibição, um distanciamento incomodativo, onde a vergonha de fazer o primeiro contacto roçava com o receio inicial de que o período que nos separara nos tivesse deixado pouco ah vontade ou sem assunto para começar um mês de brincadeiras hilariantes. Passados esses minutos de silencio, e enquanto os adultos, já ah mesa, saboreavam o presunto e outros petiscos religiosamente preparados para a ocasião – impressionante como a cultura e a socialização portuguesas giram em torno de uma mesa bem apetrechada – lah começávamos a engendrar as nossas travessuras. A Claudi e eu tornávamo-nos inseparáveis e bastava um olhar para sabermos o que a outra estava a pensar. Sempre fomos as mais travessas. O Dani, o mais pacato, era constantemente apanhado nas nossas artimanhas. Mas em geral dávamo-nos todos bem. Era um mês bem passado, entre frequentes idas ah praia, almoços e jantares de peixe grelhado, dia sim - dia sim, para ver se o Tio tirava a barriga da miséria e claro os doces, que durante esse mês abundavam lah por casa. O objectivo era fazer-nos enjoar, mas nunca foram capazes de atingir tal objectivo.

Depois chegava a semana em que o resto da malta, que passava o verão no norte do país, descia ateh ao sul. E ai era assistir ah mistura de sotaques que nos caracteriza. A pronuncia do norte era a que mais se destacava, embora a do Algarve a que mais abundava. Havia ainda um sotaque discreto alentejano que denunciava as origens de quem há muito havia partido para terras longínquas. Eram dias felizes aqueles, só abalados pela partida dos visitantes. Ateh para o ano. Era assim que nos despedíamos, enquanto eu esperava que os próximos 11 meses passassem a correr.

Crescemos e o verão deixou de ter a mesma magia. A amizade, essa manteve-se e fortaleceu-se. Apesar da distancia, estamos sempre lah uns para os outros - para o que der e vier. Foi essa uma das razoes pelas quais me decidi pelo estudo do alemão. (A outra não digo!)

Ontem unimo-nos uma vez mais. Virtualmente. Estavam espantados por aquela reunião inesperada que juntou três países e quatro casas que na verdade nunca estiveram separadas.

E eu ganhei um certificado de inteligência por tal façanha. Contudo, tenho a sensação que deve ter os seus dias contados... Pois basta descobrirem que uns quantos clicks e uma ligação de Internet escapatória eh tudo o que se precisa para que tal seja possível, para que perca o titulo. Mas também nunca ambicionei um.

Mal posso esperar por Junho!

Ja falta pouco.

15 de abril de 2007

Este fim de semana...

...o sol não só apareceu como permaneceu.
It feels almost like home! :-)


O mini jardim do 129.
Tem quase o requinte de CO! :-)

13 de abril de 2007

Ja tinha dito?


Quero ir andar de Balão...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :)

Para ler...para digerir e reflectir!

11 de abril de 2007

The Highland experience

Depois de mais de três horas de comboio la se chegou ao destino. O tempo não estava mau. Não havia muito sol, mas o frio também não era de rachar e o dia estava luminoso - Manda a etiqueta britânica começar a conversa pelo tempo e por isso aqui fica o relato! ;)

Mas adiante...

Depois de localizar a B&B e controlar o riso não só pelo sotaque da nossa anfitriã, mas também pela frequência com que is dizendo Oky, como que a passar-nos um atestado de estupidez por não termos um sotaque impecável, ou igual ao dela (!), lá rumámos ah cidade.

O castelo foi uma das primeiras paragens. Apesar das £11 que nos cobraram pela visita guiada, valeu a pena. Mas o highlight da viagem foi sem duvida a subida ao monte que quase desgraçou a CP. Agora em retrospectiva diz lá se não valeu a pena? A vista da cidade lá de cima eh espectacular e dá um sentimento de liberdade/paz enorme.

E como andar por estas bandas e não tentar a sorte de encontrar a Nessie, eh quase como ir a Roma e não ver o Papa, lá nos submetemos ah viagem de autocarro que nos levou ate ao Loch Ness. Pelo caminho ainda encontramos a Hamish, a vaca guedelhuda que nos deu as boas vindas lá bem ah maneira dela – a malandra da vaca! – e um escocês que quase nos furou os tímpanos com o toque da gaita de foles. E o raio do homem para alem de não cessar, nem durante um minuto, aquele espectáculo barulhento, que espantava quem por la passava, ainda mobilizava todas as atenções. E foi por isso que fiquei convencida que ainda há esperança para mim. E assim sendo, também eu comprei uma gaita! Os ensaios começam já este fim de semana!!!!
Quem não ficou la muito impressionado com a noticia foi o T., que franziu o sobrolho quando lhe dei as boas novas, já antecipando a algazarra que se vai instalar cá em casa. De certo porque não ouviu o outro a tocar... Eu prometi-lhe (tentar) ser mais afinadinha! :D

E nas pausas deste passeio lá conseguimos escapar ah famosa Baked potato a ao tradicional Haggis, fazendo visitas regulares a algumas Tea Houses, onde o chá, os scones e o Bolinho de chocolate nunca faltaram.

A photostory chega em breve.

Agora é de volta ao trabalho...

10 de abril de 2007

Edimburgo

E da Escócia trouxe varias recordações.
Para começar, aqui vai um poema escocês que me fez rir por um bom bocado. Eh que ainda eh pior que os meus! :-)

Para ler com sotaque escocês:

On yonder hill
I saw a cow
It must have moved,
It`s not there now.

:D

Chegaram as joaninhas.

E com elas um sorriso largo que se esboca na surpresa de um embrulho que chega ate mim. Leio as palavras que conduziram as joaninhas a bom porto e as letras por vezes confundem-se, na neblusidade dos olhos. Preciso de um cha. Desco ate ah cozinha e enquanto a agua ferve rio-me sozinha ao lembrar o episodio de que hoje li o relato....e consigo mesmo ver-te a dar banho ao pacote de acucar. :-) Imagino a cena...
Sorrio.
Solto mesmo uma gargalhada perante tal perspectiva. Mas uma gargalhada solitária de pouco vale. Morre logo ali. E assim o riso não pode ser continuado...como antes.

As joaninhas, essas, já estão coladas ao pulso e dai já não saem. Prometem-me ajudar a contar o tempo que falta para a próxima gargalhada conjunta.

Obrigada por TUDO! ;)

5 de abril de 2007

A caminho de um computer free weekend..

...Desejo-vos uma Pascoa Feliz!



E sabem que mais! Abusem dos doces, que eu vou fazer o mesmo! ;-)

2 de abril de 2007

Mudar eh mais do que uma opção.

Eh uma procura.
Eh querer ir
Chegar e decidir.
Eh olhar de frente
Um destino que te tente.
Eh quebrar com o que quebrado estah
E enfrentar esse vazio,
Que tentas ainda preencher.
Eh voltar a ser quem fostes,
Quem, no fundo, és.
E eh com um salto confiante
Bem por cima do abismo
Abrir um novo capitulo
(de vida) que te seja aliciante.


Olhos que não brilham
Sao olhos que não sonham;
Que no silencio de ti
Te inundam de tristeza
E roubam a leveza
De seres -
De te assumires -
Na tua chama da vontade.
Aquela que até aqui te trouxe
E fez percorrer caminhos
Que procuram
Liberdade!

E entao por que paraste?
Nao me digas de desististe,
Ou que simplesmente me iludiste
E que em nada disto acreditaste...?