Um exemplo que vem de Africa
Nos últimos tempos coisas muito boas e muito más tem acontecido.
Vamos concentrar-nos nas boas, que das más , dessas, lembramo-nos sempre. E para alem disso, este blog devia reflectir o lado mais positivo de mim.
E por isso falamos de bons exemplos. E estes hoje chegam principalmente de África. Um continente que ainda não conheço, mas que ambiciono fazê-lo.
Ate que tal aconteça, vou deixando teleportar-me pelas varias partes dessa terra longínqua, através de uma e-mailing list que agora modero a convite da HIVOS, uma organizacao não governamental que se empenha por diminuir, um milímetro que seja, as desigualdades sociais dessa gente.
E assim o meu papel nisto tudo, não tão nobre como o deles, tem sido mediar a conversa entre indivíduos, de varias instituições que operam em toda a África, tentando ultrapassar as barreiras da língua, ao ser a interprete oficial e, simultaneamente, encorajando e dando feedback sobre o uso que estes têm dados ahs tecnologias de informação e comunicação (TIC) para fazer chegar a sua mensagem aos mais variados sítios.
E o incrível disto de tudo é que, apesar dos parcos recursos, estes utilizam o que está disponível com uma perícia e imaginação espantosas.
As ferramentas preferidas são o skype – que já permitiu reduzir custos e criar hábitos de comunicação frequente entre o pessoal das instituições- e as SMSs, que mais acessíveis que o skype, por não ser preciso uma ligação a Internet, têm fomentado a circulação de informação e ate já serviram de forma alternativa para o envio de convites para sessões sobre tópicos tão importantes como a SIDA/VIH, educação sexual, abuso de crianças, orientação juvenil, educação, etc. E o mais engraçado é que resulta!
E, portanto, querer é poder - já lá diz o ditado. Não são precisos muitos recursos, ferramentas caras ou tecnologias de ultima geração para fazer circular a informação; são, sim, precisas visão e vontade de querer melhorar a sociedade. E é isso que nos faz falta, aqui, em Inglaterra, em África e até China: criar uma sociedade consciente e mais responsável pelos seus problemas. Talvez esteja a ser dura de mais, mas, neste momento, sinto que o que impera, principalmente, é uma sociedade negligente de si mesma, onde os valores enfraquecem e os princípios estão cada vez mais ausentes.
A reconversão para uma sociedade melhor só se consegue com educação e muita, muita persistência, convicção e paixão pelo que se faz.
E é nisso que a HIVOS aposta.
Eles não vão mudar o mundo – sejamos realistas -, mas vão, de certeza, tentar melhorá -lo.
E no final não é isso o que mais interessa?




