13 de fevereiro de 2007

Enganos Tamanhos … a uma sexta a noite.

Reúne-se o “conselho de guerra” a uma quarta para estabelecer um plano de ataque. Demoram-se horas nas estratégias e marca-se nova reunião para a próxima sexta a tarde: Limar arestas eh o que se pretende....rumar posteriormente ao pub ali ao lado para espairecer a cabeca eh o que se subentende.

Chega a sexta. Outra confusão de ideias. Varias opiniões são lançadas para a mesa. Muitas das propostas são reformuladas. Entretanto, a noite cai e obriga a clarificar objectivos. Organizam-se novos grupos de trabalho, desta vez mais específicos, com tarefas mais concretas. Muda-se o cenário. Alguns trocam a caneta e o bloco de apontamentos pela tradicional pint e por conversas mais banais, afagadas pelo barulho do pub. Aqui não há o luxo daqueles que visitei na baixa da cidade. Este eh um pub tipicamente britânico, fazem-me saber. Sem os adornos que cativam os turistas, este eh um local no qual, na minha condição de estrangeira, não me atreveria a entrar. Mas eh aqui que encontramos os “nativos”, que vão chegando para comemorar o inicio de mais um fim de semana. Os historiadores retomam fervorosamente as discussões iniciadas antes da reunião e prolongam-se num debate cheio de entusiasmo ateh ah hora do jantar. Seguimos para um restaurante no centro da cidade, onde encontramos o resto do grupo e outras caras novas. Uma mistura de nacionalidades curiosa, que desencadeia conversas interessantes pela noite fora. Não fosse o que se passou a seguir e o fim de semana tinha começado bem.

Terminado o convívio, fazemos por voltar a casa. Dada a minha falta de GPS e a minha recente morada, tinha apenas duas soluções: voltar de autocarro – pois já havia decorado o trajecto da paragem ate casa - ou de táxi. No entanto, houve quem se oferecesse para dar boleia, e não sabendo eu que a sua falta de GPS ainda era maior que a minha, aceitei. Foram voltas e mais voltinhas, um carrossel que nunca mais acabava, ateh que optei por um táxi, para alivio de todos. Pensava eu que tinha o problema resolvido. Como já se pode antever, a aventura só agora estava a começar.

O táxi que me apareceu era um daqueles típicos deste pais, de cor preta e aspecto fidalgo, que me fez alegremente pensar que em breve estaria em casa, no quentinho! O problema foi que as voltas continuaram e quando menos esperava estava a ser depositada numa rua, que tal como a minha, tem casas de estilo vitoriano dos dois lados da estrada, ateh onde a vista consegue alcançar. E por isso não hesitei em sair do táxi em direcção ao 129. Estava desejosa por uma chávena de chá quente. E sim, de facto tinha parado em frente a um 129, que - só por reparo - NAO era o meu! Quase me faltou a respiração. De raiva, não sei se de mim mesma, se do taxista. Estava perdida. Não sabia onde estava nem para onde ia. Comecei a andar. As ruas estavam desertas. Não havia sinal de gente. O sangue fervia-me. Já nem sentia o frio. Ao fundo avistei um vulto. Uma pessoa que caminhava na minha direcção. Parei-o e perguntei, já com voz irritada, onde estava. Encolheu os ombros e disse que não fazia a mínima. Não era dali, acrescentou. Exasperei. Em tom quase calmo expliquei-lhe o que se passava, mas a passividade continuou a caracteriza-lo. Então decidi prosseguir por minha conta, impaciente com tal apatia. Procurei a estrada principal e foi ai que vi a paragem do autocarro. Aquela hora a carreira já havia terminado, mas pude seguir o trilho das próximas paragens e, depois de uma boa caminhada, lah consegui chegar ao meu destino. Ia fula! Mas aliada por chegar a casa aquela hora sem um arranhão.

Em suma, sempre acabei por ir pela rota do autocarro, mas a pé!!!

Lição a reter...táxis só os autorizados (nem sabia que havia táxis não-autorizados!). De preferencia, "encomendados"pelo telefone.

E a viver se vai aprendendo. Só passando por elas... Só eu!



hehehe...agora em retrospectiva...estava mesmo marafada!! Devo ter assustado o outro! Oh well... Eu também não ganhei para o susto! :)

3 comentários:

Anónimo disse...

isto é melhor do que uma photostory com neve ... que mulher.
és a maior entre as ... "grandes".
eu diria que a sólida formação da farda te fez ... rija.
Bjs. (será abuso ? a ocasião merece)

marta ré disse...

Que posso eu mais dizer...??? Já me ri com esta tua história! Podia ser a minha,tal e qual!

Vê se te orientas...se não ainda vens a pé para Lisboa!

Bjocas

Anónimo disse...

Irritada com esta aventura??????

Não pode!!!!

Se fosse eu já me estava a rir, sozinha pois claro em pleno 129!!! E com sorte a famelga ainda me convidava para o chá!!!